Estamos em mais um ano de eleições municipais, ocasião em que vamos às urnas no intuito de eleger aquele que administrará os recursos públicos de nosso município, e o vereador que nos representará no acompanhamento dessa administração.
É um período muito forte, que exige de nós grande discernimento para escolhermos bem nossos candidatos. Não podemos nos deixar manipular por nada, nem ninguém. Devemos ter em consideração o passado do candidato como político, bem como os projetos de seu governo, os quais devem favorecer o bem comum e a promoção integral do homem.
A divergência na escolha dos candidatos, muitas vezes, gera conflitos entre os eleitores, isso se torna mais agravante quando ocorre dentro das famílias e gera divisão; diante disso, convém que não esqueçamos que nós, como eleitores, não deixamos de ser cristãos, portanto não podemos permitir que a unidade desejada por Jesus seja ferida (cf Jo 17,21). A política tem por finalidade a promoção do bem comum e esse bem deve ser respeitado e buscado por todos: políticos e eleitores.
No Brasil estamos atravessando uma crise política, econômica, moral e ética, de um modo geral nossa política está desacreditada. Diante de tantas notícias de corrupção, os políticos são vistos com desconfiança. Contudo não esqueçamos que só existem políticos corruptos porque a sociedade é corrupta. Quantos cidadãos visam apenas o interesse pessoal, seja protegendo o seu cargo ou vendendo seu voto e assim se encaixam no mesmo quadro de corrupção.
Todo governo tem suas falhas, não podemos acompanhar isso passivamente, é dever nosso, como cidadãos, analisar e apresentar críticas que favoreçam a melhor atuação do governo. Como cristãos não podemos perder a esperança da construção de uma sociedade onde, de fato, se promova o bem de todos, especialmente os menos favorecidos.
Lembremos que as eleições são ocasião para exercermos livremente nossa cidadania e, esta, deve iniciar já na escolha de nossos candidatos. Analisemos com seriedade e ética as suas propostas, não nos deixando subordinar por nenhuma proposta individual que não esteja direcionada para o bem de todos.
Nosso bispo diocesano Dom Edson de Castro Homem na carta A Propósito das Eleições disse: “Exerça sua cidadania consciente, como bom cristão, antes durante e depois das eleições”. Também eu, na condição de pároco, peço aos fiéis pertencentes à paróquia de São Pedro Apóstolo, um comportamento cristão durante as eleições, que não permita divisão em suas famílias, nas pastorais e movimentos de nossa paróquia. Unamo-nos em oração pelos que nos governarão e pelo futuro de nosso município.
Por fim, invoco sobre vós e vossas famílias, pela intercessão da Imaculada Conceição, a bênção do nosso Deus todo poderoso.

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